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domingo, 26 de outubro de 2014
sábado, 25 de outubro de 2014
Fatale – Book 1 – Death chases me
Editora: Image Comics – Edição especial
Autores: Ed Brubaker (roteiro) e Sean Phillips (arte) – Publicado originalmente em Fatale # 1 a # 5.
Preço: US$ 14,99
Número de páginas: 144
Data de lançamento: Julho de 2012
Sinopse
No presente, um homem encontra uma
mulher pela qual fica instantaneamente obcecado. Mas, nos anos 1950, ela
é o epicentro de um tornado que mata e destrói tudo em seu caminho.
Positivo/Negativo
Fatale é um dos melhores quadrinhos dos últimos tempos, ponto.
É uma história envolvente, com um clima detetivesco noir intercalando o horror lovecraftiano, uma protagonista misteriosa, uma dupla de autores fantásticos e parece não precisar de muito mais.
Os trabalhos de Brubaker e Sean Phillips raramente desapontam, seja individual ou, principalmente, quando trabalham juntos.
Criminal traz obras-primas do
gênero detetivesco, cruzando estilos e construindo um extenso, complexo e
curioso universo compartilhado pelas diversas séries (que, quando
fechadas em seus arcos, demonstram claramente a presença de elementos de
tramas maiores).
Fatale, ao menos em seu primeiro volume, tenta seguir o mesmo caminho e fazer o raio cair no mesmo lugar.
Num primeiro momento, inclusive, é fácil ler Fatale como se fosse um novo volume de Criminal,
e é só ao chegar ao final aberto e incrivelmente confuso – deixando
claro que a série mensal continuaria a história –, que a série se torna
distinta.
Relendo, porém, é possível ver mais.
A protagonista Josephine, com um visual
inspirado (principalmente nas capas) na atriz Bette Davis, acrescenta
bastante ao enredo, com sua aura embebida em mistério e confusão.
A personagem, uma bela mulher de olhos
tristes e sorriso cativante, é construída vagarosamente e, enquanto vão
sendo apresentados mais e novos enigmas, ela vai ficando cada vez mais
irresistível.
É o clima de horror que desaponta um
pouco, com um sobrenatural que às vezes soa forçado e formulaico demais,
caindo nos clichês de seitas esquisitas usando roupões sombrios para se
reunirem em nome de deuses profanos.
Isso não tira o brilho da obra,
principalmente por ser apenas o primeiro volume e porque os clichês e
fórmulas têm chances de ser mais bem desenvolvidos conforme a trama
avançar.
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Está chegando o Festival Guia dos Quadrinhos 2014 - Local:São Paulo
Está chegando o Festival Guia dos Quadrinhos 2014

A realização é do site Guia dos Quadrinhos, com patrocínio do Planeta Gibi Comic Shop. — que vai distribuir dezenas e dezenas de gibis para as crianças presentes. Leia a seguir release com mais detalhes do evento.

O evento Festival Guia dos Quadrinhos, nova versão do consagrado Mercado de Pulgas, já é um dos eventos mais aguardados pelos nerds e fãs de quadrinhos em São Paulo. Os visitantes sabem que nenhum outro evento do Brasil lhes dá a chance de encontrar HQs, mangás, action figures e outros colecionáveis raros a preços tão convidativos ou a oportunidade de conversar, trocar ideias e dar sugestões aos profissionais dos quadrinhos no Brasil em um clima tão grande de amizade e camaradagem.
Neste ano, o evento acontecerá pela primeira vez em dois dias, para atender os pedidos de expositores e visitantes: 11 e 12 de outubro. O local se mantém o mesmo das últimas edições, a Associação Beneficente Osaka Naniwa Kai (Rua Domingos de Moraes, 1581, Vila Mariana, São Paulo), mas o evento ocupará — pela primeira vez — três andares do edifício.
Algumas atrações deste ano:
• Concurso de Cosplay organizado pelo Comics Cosplay, com prêmios para os vencedores
• Exposição
“Demolidor: 50 Anos sem Medo”, com fatos e curiosidades sobre o herói da
Marvel, além de artes criadas especialmente para a exposição por
renomados desenhistas brasileiros
• Exposição com artes originais do quadrinhista Flávio Luiz (autor de O Cabra e Aú), autor homenageado nesta edição
• Quiz Nerd com prêmios
• Sorteios
• Área de trocas de quadrinhos
• Espaço exclusivo para palestras e debates
• Distribuição de quadrinhos infantis para crianças (cortesia da loja Planeta Gibi).Preço do Ingresso:
O ingresso custará R$ 10,00 para cada dia, mas os visitantes poderão comprar um pacote para os dois dias por R$ 15,00 na própria bilheteria.
Como já é tradicão no evento, crianças menores de 10 anos têm entrada grátis.
E vem muito mais por aí. Breve, divulgaremos a programação de palestras e bate-papos, assim como a lista de convidados e expositores.
Confira um fotoclipe do último evento: https://www.youtube.com/watch?v=abX9oGAu-f0
SERVIÇO:
Festival Guia dos Quadrinhos 2014 Datas: 11 e 12 de Outubro Horários: Das 10h às 20h, nos dois dias Local: Associação Beneficente Osaka Naniwa Kai (Rua Domingos de Moraes, 1581 – Vila Mariana, a 50 metros do metrô Ingresso: R$ 10,00 para um dia ou R$ 15,00 para dois dias (meia-entrada) Para mais informações, visite o site www.guiadosquadrinhos.com/festival
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Editora Veneta publica graphic novel sobre espião que derrotou Hitler
Editora Veneta publica graphic novel sobre espião que derrotou Hitler
Data: 20 outubro, 2014
Neste mês, a Editora Veneta lançará Sorge, o espião (formato 18,8 x 22,4 cm, 268 páginas, R$ 49,90), escrito e ilustrado pela alemã Isabel Kreitz.
A edição narra a história de Richard
Sorge, um dos nove filhos do engenheiro alemão Wilhelm Sorge com sua
esposa russa, Nina. Ele nasceu em 1895, no Azerbaijão, que então fazia
parte do Império Russo. Quando tinha três anos de idade, a família se
mudou para a Alemanha.
Herói condecorado pela Alemanha na
Primeira Guerra Mundial e convertido ao comunismo antes mesmo que aquela
guerra acabasse, ele foi um personagem mais surpreendente do que a
maior parte dos seus equivalentes da ficção. Espião soviético, suas
ações mudaram os rumos da Segunda Guerra Mundial e ajudaram a impedir a
vitória da Alemanha nazista de Adolf Hitler no conflito.
Baseada em recentes descobertas e
pesquisas históricas, a autora, cujo trabalho é marcado pelo interesse
em fatos políticos e históricos da Alemanha, conta a trajetória de Sorge
em forma de quadrinhos. E o que ela revela é um herói contraditório,
desesperado, bon vivant e mulherengo, mas pronto a morrer pelos seus ideais.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Panini Comics lança especial com as histórias clássicas do Drácula da Marvel
As histórias clássicas do Drácula da Marvel
Nos anos 1970, a Marvel Comics
criou a sua própria versão do Drácula, a mítica criatura que se
alimenta do sangue dos vivos. Algumas histórias dessa fase chegaram a
ser publicadas no Brasil, em formatinho, a maior parte pelas editoras Bloch e Abril, respectivamente nas revistas A Tumba de Drácula e Terror de Drácula.
Pois saudosistas e fãs de boas HQs de terror já podem comemorar: a Panini Comics lançará, ainda neste mês de outubro, a edição especial Coleção Marvel Terror: A Tumba do Drácula
(164 páginas, R$ 21,90), com HQs criadas pelos artistas Gerry Conway,
Archie Goodwin e Gardner Fox nos roteiros e Gene Colan nas ilustrações.
Nas tramas iniciais presentes neste
volume, o leitor testemunha o retorno do morto-vivo ao nosso mundo e
também a formação de uma equipe de caça-vampiros liderada por uma
parente do célebre caçador Van Helsing – que tentará de tudo para pôr
fim às ações do maligno conde.
O encadernado reúne as seis primeiras edições da revista The Tomb of Dracula (coloridas) e duas outras histórias completas extraídas da publicação Dracula Lives, em preto e branco.
Fica a torcida para que a editora lance outras edições do título, além deste especial.
terça-feira, 21 de outubro de 2014
The Flash se diferencia de outros filmes e seriados da DC
Mais uma série de televisão baseada nos quadrinhos estreou ontem no Brasil. A Warner Channel exibiu o episódio piloto de The Flash quase três semanas após transmitir a estreia de Gotham.
Assim como o seriado da cidade do Batman, o do Velocista Escarlate
contou com exibição no idioma original e sem intervalos comerciais.
Este primeiro capítulo é dedicado à
origem dos poderes de Barry Allen. Atingido por um raio e banhado por
produtos químicos de seu laboratório, ele acorda após um longo coma para
descobrir que o acidente o fez adquirir habilidades sobre-humanas,
permitindo se mover em velocidades espantosas.
Curiosamente, a série também apresenta
algumas características que a destaca de outros filmes ou seriados
recentes com personagens da DC Comics. Em vez do realismo e
seriedade, o tom é mais leve, mas sem perder de vista os dramas e
conflitos do personagem, e não se esquiva ao abraçar os aspectos
de super-herói do projeto: o uniforme e o nome de seu alter ego
mascarado estão lá, sem enrolação. Nada de disfarçar ou amenizar essas
características, como foi feito em Smallville ou Arrow.
Seguindo essa mesma linha, a história
consegue se manter fiel aos quadrinhos. A morte da mãe de Barry, as
circunstâncias de como isso aconteceu, a prisão do pai pelo crime, a
profissão de perito criminal, as cidades irmãs de Central City e
Keystone e outros detalhes estão lá. O acidente que deu origem ao
personagem também remete ao dos quadrinhos, mas com um detalhe
adicional: um acidente no acelerado de partículas dos Laboratórios
S.T.A.R. foi o catalisador de tudo, o que provocou o surgimento de
outros meta-humanos (termo usado também nas revistas da DC para denominar quem possui superpoderes), além de Barry.
O primeiro antagonista é Clyde Mardon,
que nas HQs é conhecido como Mago do Tempo e faz parte da Galeria de
Vilões, que com certeza será apresentado em algum momento. Como o nome
indica, ele tem a habilidade de controlar o tempo.
Tematicamente, muitos trocadilhos são
feitos usando velocidade e corrida. Barry vive atrasado para o trabalho e
vários personagens o mandam correr em diferentes momentos, numa alusão
ao poder que mais tarde desenvolverá. Inclusive, o fato de ele ficar
nove meses em coma, para depois acordar como um “novo homem”, nos remete
no período de gestão do ser humano para gerar uma nova vida.
O episódio está cheio de referências para os fãs, alguns deles bem interessantes e que podem indicar o futuro do seriado.
Para começar, o pai de Barry Allen é interpretado por John Wesley Shipp,
o ator que vestiu a roupa vermelha do herói no seriado da década de
1990. Uma boa sacada, que além de tudo provoca simpatia pelo projeto.
Durante a história, vemos menções ao
vilão Gorilla Grodd; à Ferris Aeronáutica, empresa na qual trabalha Hal
Jordan, o Lanterna Verde, e que é comandada pelo seu interesse
romântico, Carol Farris; o Canal 52, usado nos quadrinhos como uma emissora fictícia de notícias para informar o que acontece no Universo DC; Eddie Thawne, cujo sobrenome é o mesmo do maior inimigo do herói, o Flash Reverso; os cientistas e amigos do protagonista, Cisco Ramon e Caitlin Snow,
que nas HQs são, respectivamente, o herói Vibro e a vilã Nevasca; e o
Esmaga Átomos, uma homenagem ao membro da Sociedade da Justiça criado na
década de 1980.
Por último, mas não menos importante – muito pelo contrário –, está a última cena, uma referência claríssima à famosa saga Crise nas Infinitas Terras,
na qual Barry Allen tem papel fundamental nas histórias em quadrinhos.
Essa referência surge numa reprodução da capa de um jornal do ano 2024
(dez anos no futuro) e é revelada pelo enigmático personagem Harrison
Wells.
Por sinal, o próprio Dr. Wells parece
espelhar o segundo Flash Reverso. Como se vê, muitas possibilidades pela
frente, uma vez que esse vilão é mostrado logo no início da série.
Como se sabe, quando o assunto envolve crises, multiversos e viagens no tempo, Flash tem uma importância histórica enorme.
Tudo isso ganha vida com efeitos
especiais bem realizados para o nível uma produção televisiva, que
costuma ter custos bem mais modestos do que os do cinema, e que vive com
prazos apertados. E esses efeitos são muito impostantes para dar
credibilidade a uma adaptação desse tipo.
O que nos leva a outro fator central: o
ator Grant Gustin. Ele está com 24 anos. É a mesma idade, por exemplo,
que Christopher Reeve tinha quando foi escolhido para ser o Superman nos
cinemas. Entretanto, sua fisionomia é de alguém bem mais jovem, o que a
princípio é incômodo. Em muitos momentos parece quase como o Kid Flash.
Mas ele tem carisma e parece confiante
no papel. A percepção final depende apenas da qualidade de sua
interpretação durante o trabalho. Além disso, se o plano é ter um
programa de longa duração, como Smallville foi durante seus dez anos, é uma questão compreensível.
Vale ainda mencionar que Geoff Johns é
um dos produtores do seriado e coescreveu o episódio piloto. Johns é fã
declarado do Velocista Escarlate e, por anos, foi o escritor responsável
pela revista do herói. Título, aliás, que o catapultou ao estrelato.
Atualmente, além de ser roteirista de vários projetos na editora,
ele também é uma das forças criativas dos Novos 52, o reformulado Universo DC, e chefe do departamento criativo da DC Entertainment, responsável por levar seus personagens para outras mídias, como cinema, games e, claro, televisão.
The Flash 01-01 – City of Heroes
Produção: Warner Bros. Television e The CW
Direção: David Nutter
Roteiro: Greg Berlanti, Andrew Kreisberg e Geoff Johns
Elenco: Grant Gustin, Candice Patton, Tom Cavanagh, Jesse L. Martin, John Wesley Shipp, Michelle Harrison, Danielle Panabaker, Carlos Valdes, Rick Cosnett, Chad Rook e Stephen Amell
Produção: Warner Bros. Television e The CW
Direção: David Nutter
Roteiro: Greg Berlanti, Andrew Kreisberg e Geoff Johns
Elenco: Grant Gustin, Candice Patton, Tom Cavanagh, Jesse L. Martin, John Wesley Shipp, Michelle Harrison, Danielle Panabaker, Carlos Valdes, Rick Cosnett, Chad Rook e Stephen Amell
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Nova coleção de quadrinhos da Nemo começa retratando Leonardo da Vinci
Mestres da Arte em Quadrinhos – Leonardo da Vinci
(formato 20 × 27,3 cm, 48 páginas, R$ 39,00) tem roteiro de Mirella
Spinelli e desenhos de Andréa Vilela. Ao final da HQ, o leitor encontra
uma galeria com reproduções das principais obras presentes no álbum.
No dia 15 de abril de 1452, numa aldeia
de Vinci, na Toscana, Itália, nascia um dos artistas mais célebres da
História. Foram 67 anos dedicados não só às artes, mas também à
investigação científica, à engenharia, arquitetura e invenções.
A obra em quadrinhos, narrada na
primeira pessoa, relembra toda a trajetória de vida do artista, desde
seu nascimento, os primeiros anos de vida e sua trajetória nas artes,
até sua morte em 1519. Leonardo sempre foi um homem observador, que
descobriu com seu tio Francesco o amor pelos grandes espaços abertos e a
curiosidade pelos mistérios da natureza. Com um grande mestre italiano,
Verrocchio, aprendeu o ofício que alavancou sua carreira artística, num
dos maiores ateliês de Florença.
Ele tinha uma vida tranquila, sem muitas
preocupações, porém assumiu muito cedo a responsabilidade de se tornar
mestre e participar da realização da grande obra de Verrocchio, o
Batismo de Cristo. Quando completou 24 anos, ao ser injustamente acusado
por um crime, mudou-se para Milão. Lá, realizou trabalhos magníficos e
dedicou-se aos escritos de suas ideias e pesquisas.
Leonardo possuía costumes incomuns, como
uma técnica de escrita invertida, que dificultava a leitura de seus
textos por outras pessoas, e inusitadas técnicas de pintura, utilizadas
para a produção de obras célebres, como sua versão de A Santa Ceia.
Após retornar a Florença, trabalhou ao
lado de Michelangelo Buonarrotti, com quem tinha sérias diferenças
artísticas e pessoais. Foi em Florença que Leonardo pintou Lisa Gherardini, a Mona Lisa,
sua obra mais conhecida e o quadro mais reproduzido da História. Já
enfermo e velho, o homem que sempre procurou ser generoso e amável com
as pessoas terminou sua jornada na França, ficando sob os cuidados do
rei Francisco I.
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