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sábado, 25 de outubro de 2014

Fatale – Book 1 – Death chases me

 Editora: Image Comics – Edição especial
Autores: Ed Brubaker (roteiro) e Sean Phillips (arte) – Publicado originalmente em Fatale # 1 a # 5.
Preço: US$ 14,99
Número de páginas: 144
Data de lançamento: Julho de 2012
 Fatale – Book 1 – Death chases me
Sinopse
No presente, um homem encontra uma mulher pela qual fica instantaneamente obcecado. Mas, nos anos 1950, ela é o epicentro de um tornado que mata e destrói tudo em seu caminho.
Positivo/Negativo
Fatale é um dos melhores quadrinhos dos últimos tempos, ponto.
É uma história envolvente, com um clima detetivesco noir intercalando o horror lovecraftiano, uma protagonista misteriosa, uma dupla de autores fantásticos e parece não precisar de muito mais.
Os trabalhos de Brubaker e Sean Phillips raramente desapontam, seja individual ou, principalmente, quando trabalham juntos.
Criminal traz obras-primas do gênero detetivesco, cruzando estilos e construindo um extenso, complexo e curioso universo compartilhado pelas diversas séries (que, quando fechadas em seus arcos, demonstram claramente a presença de elementos de tramas maiores).
Fatale, ao menos em seu primeiro volume, tenta seguir o mesmo caminho e fazer o raio cair no mesmo lugar.
Num primeiro momento, inclusive, é fácil ler Fatale como se fosse um novo volume de Criminal, e é só ao chegar ao final aberto e incrivelmente confuso – deixando claro que a série mensal continuaria a história –, que a série se torna distinta.
Relendo, porém, é possível ver mais.
A protagonista Josephine, com um visual inspirado (principalmente nas capas) na atriz Bette Davis, acrescenta bastante ao enredo, com sua aura embebida em mistério e confusão.
A personagem, uma bela mulher de olhos tristes e sorriso cativante, é construída vagarosamente e, enquanto vão sendo apresentados mais e novos enigmas, ela vai ficando cada vez mais irresistível.
É o clima de horror que desaponta um pouco, com um sobrenatural que às vezes soa forçado e formulaico demais, caindo nos clichês de seitas esquisitas usando roupões sombrios para se reunirem em nome de deuses profanos.
Isso não tira o brilho da obra, principalmente por ser apenas o primeiro volume e porque os clichês e fórmulas têm chances de ser mais bem desenvolvidos conforme a trama avançar.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Está chegando o Festival Guia dos Quadrinhos 2014 - Local:São Paulo



Está chegando o Festival Guia dos Quadrinhos 2014

O Mercado de Pulgas cresceu. E mudou de nome. Agora em dois dias seguidos, 11 e 12 de outubro, o Festival Guia dos Quadrinhos 2014 vai ocupar o mesmo prédio, ao lado do Metrô Vila Mariana. Porém vai se espalhar por mais andares para dar conta do público, que cresce a cada edição. Vamos rever os amigos? 

A realização é do site Guia dos Quadrinhos, com patrocínio do Planeta Gibi Comic Shop. — que vai distribuir dezenas e dezenas de gibis para as crianças presentes. Leia a seguir release com mais detalhes do evento. 



O evento Festival Guia dos Quadrinhos, nova versão do consagrado Mercado de Pulgas, já é um dos eventos mais aguardados pelos nerds e fãs de quadrinhos em São Paulo. Os visitantes sabem que nenhum outro evento do Brasil lhes dá a chance de encontrar HQs, mangás, action figures e outros colecionáveis raros a preços tão convidativos ou a oportunidade de conversar, trocar ideias e dar sugestões aos profissionais dos quadrinhos no Brasil em um clima tão grande de amizade e camaradagem. 

Neste ano, o evento acontecerá pela primeira vez em dois dias, para atender os pedidos de expositores e visitantes: 11 e 12 de outubro. O local se mantém o mesmo das últimas edições, a Associação Beneficente Osaka Naniwa Kai (Rua Domingos de Moraes, 1581, Vila Mariana, São Paulo), mas o evento ocupará — pela primeira vez — três andares do edifício.

Algumas atrações deste ano:

• Concurso de Cosplay organizado pelo Comics Cosplay, com prêmios para os vencedores
• Exposição “Demolidor: 50 Anos sem Medo”, com fatos e curiosidades sobre o herói da Marvel, além de artes criadas especialmente para a exposição por renomados desenhistas brasileiros
• Exposição com artes originais do quadrinhista Flávio Luiz (autor de O Cabra e Aú), autor homenageado nesta edição
• Quiz Nerd com prêmios
• Sorteios
• Área de trocas de quadrinhos
• Espaço exclusivo para palestras e debates
• Distribuição de quadrinhos infantis para crianças (cortesia da loja Planeta Gibi).

Preço do Ingresso:

O ingresso custará R$ 10,00 para cada dia, mas os visitantes poderão comprar um pacote para os dois dias por R$ 15,00 na própria bilheteria.

Como já é tradicão no evento, crianças menores de 10 anos têm entrada grátis.

E vem muito mais por aí. Breve, divulgaremos a programação de palestras e bate-papos, assim como a lista de convidados e expositores.

Confira um fotoclipe do último evento: https://www.youtube.com/watch?v=abX9oGAu-f0

SERVIÇO:

Festival Guia dos Quadrinhos 2014 Datas: 11 e 12 de Outubro Horários: Das 10h às 20h, nos dois dias Local: Associação Beneficente Osaka Naniwa Kai (Rua Domingos de Moraes, 1581 – Vila Mariana, a 50 metros do metrô Ingresso: R$ 10,00 para um dia ou R$ 15,00 para dois dias (meia-entrada) Para mais informações, visite o site www.guiadosquadrinhos.com/festival

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Editora Veneta publica graphic novel sobre espião que derrotou Hitler


Editora Veneta publica graphic novel sobre espião que derrotou Hitler


Data: 20 outubro, 2014
Neste mês, a Editora Veneta lançará Sorge, o espião (formato 18,8 x 22,4 cm, 268 páginas, R$ 49,90), escrito e ilustrado pela alemã Isabel Kreitz.
A edição narra a história de Richard Sorge, um dos nove filhos do engenheiro alemão Wilhelm Sorge com sua esposa russa, Nina. Ele nasceu em 1895, no Azerbaijão, que então fazia parte do Império Russo. Quando tinha três anos de idade, a família se mudou para a Alemanha.
Herói condecorado pela Alemanha na Primeira Guerra Mundial e convertido ao comunismo antes mesmo que aquela guerra acabasse, ele foi um personagem mais surpreendente do que a maior parte dos seus equivalentes da ficção. Espião soviético, suas ações mudaram os rumos da Segunda Guerra Mundial e ajudaram a impedir a vitória da Alemanha nazista de Adolf Hitler no conflito.
Baseada em recentes descobertas e pesquisas históricas, a autora, cujo trabalho é marcado pelo interesse em fatos políticos e históricos da Alemanha, conta a trajetória de Sorge em forma de quadrinhos. E o que ela revela é um herói contraditório, desesperado, bon vivant e mulherengo, mas pronto a morrer pelos seus ideais.
Sorge, o espião

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Panini Comics lança especial com as histórias clássicas do Drácula da Marvel

As histórias clássicas do Drácula da Marvel

Nos anos 1970, a Marvel Comics criou a sua própria versão do Drácula, a mítica criatura que se alimenta do sangue dos vivos. Algumas histórias dessa fase chegaram a ser publicadas no Brasil, em formatinho, a maior parte pelas editoras Bloch e Abril, respectivamente nas revistas A Tumba de Drácula e Terror de Drácula.
Pois saudosistas e fãs de boas HQs de terror já podem comemorar: a Panini Comics lançará, ainda neste mês de outubro, a edição especial Coleção Marvel Terror: A Tumba do Drácula (164 páginas, R$ 21,90), com HQs criadas pelos artistas Gerry Conway, Archie Goodwin e Gardner Fox nos roteiros e Gene Colan nas ilustrações.
Nas tramas iniciais presentes neste volume, o leitor testemunha o retorno do morto-vivo ao nosso mundo e também a formação de uma equipe de caça-vampiros liderada por uma parente do célebre caçador Van Helsing – que tentará de tudo para pôr fim às ações do maligno conde.
O encadernado reúne as seis primeiras edições da revista The Tomb of Dracula (coloridas) e duas outras histórias completas extraídas da publicação Dracula Lives, em preto e branco.
Fica a torcida para que a editora lance outras edições do título, além deste especial.

tomb_dracula_01

 

terça-feira, 21 de outubro de 2014

The Flash se diferencia de outros filmes e seriados da DC

Mais uma série de televisão baseada nos quadrinhos estreou ontem no Brasil. A Warner Channel exibiu o episódio piloto de The Flash quase três semanas após transmitir a estreia de Gotham. Assim como o seriado da cidade do Batman, o do Velocista Escarlate contou com exibição no idioma original e sem intervalos comerciais.
Este primeiro capítulo é dedicado à origem dos poderes de Barry Allen. Atingido por um raio e banhado por produtos químicos de seu laboratório, ele acorda após um longo coma para descobrir que o acidente o fez adquirir habilidades sobre-humanas, permitindo se mover em velocidades espantosas.
Curiosamente, a série também apresenta algumas características que a destaca de outros filmes ou seriados recentes com personagens da DC Comics. Em vez do realismo e seriedade, o tom é mais leve, mas sem perder de vista os dramas e conflitos do personagem, e não se esquiva ao abraçar os aspectos de super-herói do projeto: o uniforme e o nome de seu alter ego mascarado estão lá, sem enrolação. Nada de disfarçar ou amenizar essas características, como foi feito em Smallville ou Arrow.
Seguindo essa mesma linha, a história consegue se manter fiel aos quadrinhos. A morte da mãe de Barry, as circunstâncias de como isso aconteceu, a prisão do pai pelo crime, a profissão de perito criminal, as cidades irmãs de Central City e Keystone e outros detalhes estão lá. O acidente que deu origem ao personagem também remete ao dos quadrinhos, mas com um detalhe adicional: um acidente no acelerado de partículas dos Laboratórios S.T.A.R. foi o catalisador de tudo, o que provocou o surgimento de outros meta-humanos (termo usado também nas revistas da DC para denominar quem possui superpoderes), além de Barry.
Pôster The FlashGrant Gustin como Flash
O primeiro antagonista é Clyde Mardon, que nas HQs é conhecido como Mago do Tempo e faz parte da Galeria de Vilões, que com certeza será apresentado em algum momento. Como o nome indica, ele tem a habilidade de controlar o tempo.
Tematicamente, muitos trocadilhos são feitos usando velocidade e corrida. Barry vive atrasado para o trabalho e vários personagens o mandam correr em diferentes momentos, numa alusão ao poder que mais tarde desenvolverá. Inclusive, o fato de ele ficar nove meses em coma, para depois acordar como um “novo homem”, nos remete no período de gestão do ser humano para gerar uma nova vida.
O episódio está cheio de referências para os fãs, alguns deles bem interessantes e que podem indicar o futuro do seriado.
Para começar, o pai de Barry Allen é interpretado por John Wesley Shipp, o ator que vestiu a roupa vermelha do herói no seriado da década de 1990. Uma boa sacada, que além de tudo provoca simpatia pelo projeto.
The Flash
Durante a história, vemos menções ao vilão Gorilla Grodd; à Ferris Aeronáutica, empresa na qual trabalha Hal Jordan, o Lanterna Verde, e que é comandada pelo seu interesse romântico, Carol Farris; o Canal 52, usado nos quadrinhos como uma emissora fictícia de notícias para informar o que acontece no Universo DC; Eddie Thawne, cujo sobrenome é o mesmo do maior inimigo do herói, o Flash Reverso; os cientistas e amigos do protagonista, Cisco Ramon e Caitlin Snow, que nas HQs são, respectivamente, o herói Vibro e a vilã Nevasca; e o Esmaga Átomos, uma homenagem ao membro da Sociedade da Justiça criado na década de 1980.
Por último, mas não menos importante – muito pelo contrário –, está a última cena, uma referência claríssima à famosa saga Crise nas Infinitas Terras, na qual Barry Allen tem papel fundamental nas histórias em quadrinhos. Essa referência surge numa reprodução da capa de um jornal do ano 2024 (dez anos no futuro) e é revelada pelo enigmático personagem Harrison Wells.
Por sinal, o próprio Dr. Wells parece espelhar o segundo Flash Reverso. Como se vê, muitas possibilidades pela frente, uma vez que esse vilão é mostrado logo no início da série.
Como se sabe, quando o assunto envolve crises, multiversos e viagens no tempo, Flash tem uma importância histórica enorme.
The Flash
Tudo isso ganha vida com efeitos especiais bem realizados para o nível uma produção televisiva, que costuma ter custos bem mais modestos do que os do cinema, e que vive com prazos apertados. E esses efeitos são muito impostantes para dar credibilidade a uma adaptação desse tipo.
O que nos leva a outro fator central: o ator Grant Gustin. Ele está com 24 anos. É a mesma idade, por exemplo, que Christopher Reeve tinha quando foi escolhido para ser o Superman nos cinemas. Entretanto, sua fisionomia é de alguém bem mais jovem, o que a princípio é incômodo. Em muitos momentos parece quase como o Kid Flash.
Mas ele tem carisma e parece confiante no papel. A percepção final depende apenas da qualidade de sua interpretação durante o trabalho. Além disso, se o plano é ter um programa de longa duração, como Smallville foi durante seus dez anos, é uma questão compreensível.
Vale ainda mencionar que Geoff Johns é um dos produtores do seriado e coescreveu o episódio piloto. Johns é fã declarado do Velocista Escarlate e, por anos, foi o escritor responsável pela revista do herói. Título, aliás, que o catapultou ao estrelato. Atualmente, além de ser roteirista de vários projetos na editora, ele também é uma das forças criativas dos Novos 52, o reformulado Universo DC, e chefe do departamento criativo da DC Entertainment, responsável por levar seus personagens para outras mídias, como cinema, games e, claro, televisão.
The Flash 01-01 – City of Heroes
Produção: Warner Bros. Television e The CW
Direção: David Nutter
Roteiro: Greg Berlanti, Andrew Kreisberg e Geoff Johns
Elenco: Grant Gustin, Candice Patton, Tom Cavanagh, Jesse L. Martin, John Wesley Shipp, Michelle Harrison, Danielle Panabaker, Carlos Valdes, Rick Cosnett, Chad Rook e Stephen Amell


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Nova coleção de quadrinhos da Nemo começa retratando Leonardo da Vinci


Mestres da Arte em Quadrinhos – Leonardo da VinciA Editora Nemo começa uma nova coleção produzida por autores nacionais, chamada Mestres da Arte em Quadrinhos, que apresenta a obra e a vida de personagens de destaque na história da arte. O primeiro volume será lançado neste mês de outubro e é dedicado a Leonardo da Vinci.
Mestres da Arte em Quadrinhos – Leonardo da Vinci (formato 20 × 27,3 cm, 48 páginas, R$ 39,00) tem roteiro de Mirella Spinelli e desenhos de Andréa Vilela. Ao final da HQ, o leitor encontra uma galeria com reproduções das principais obras presentes no álbum.
No dia 15 de abril de 1452, numa aldeia de Vinci, na Toscana, Itália, nascia um dos artistas mais célebres da História. Foram 67 anos dedicados não só às artes, mas também à investigação científica, à engenharia, arquitetura e invenções.
A obra em quadrinhos, narrada na primeira pessoa, relembra toda a trajetória de vida do artista, desde seu nascimento, os primeiros anos de vida e sua trajetória nas artes, até sua morte em 1519. Leonardo sempre foi um homem observador, que descobriu com seu tio Francesco o amor pelos grandes espaços abertos e a curiosidade pelos mistérios da natureza. Com um grande mestre italiano, Verrocchio, aprendeu o ofício que alavancou sua carreira artística, num dos maiores ateliês de Florença.
Ele tinha uma vida tranquila, sem muitas preocupações, porém assumiu muito cedo a responsabilidade de se tornar mestre e participar da realização da grande obra de Verrocchio, o Batismo de Cristo. Quando completou 24 anos, ao ser injustamente acusado por um crime, mudou-se para Milão. Lá, realizou trabalhos magníficos e dedicou-se aos escritos de suas ideias e pesquisas.
Leonardo possuía costumes incomuns, como uma técnica de escrita invertida, que dificultava a leitura de seus textos por outras pessoas, e inusitadas técnicas de pintura, utilizadas para a produção de obras célebres, como sua versão de A Santa Ceia.
Após retornar a Florença, trabalhou ao lado de Michelangelo Buonarrotti, com quem tinha sérias diferenças artísticas e pessoais. Foi em Florença que Leonardo pintou Lisa Gherardini, a Mona Lisa, sua obra mais conhecida e o quadro mais reproduzido da História. Já enfermo e velho, o homem que sempre procurou ser generoso e amável com as pessoas terminou sua jornada na França, ficando sob os cuidados do rei Francisco I.